{Querido Professor } Cap 1 - Pequena provocadora
Nota do autor: Olá gente. o/ Como já disse, eu postei essa fanfic no spirit, mas eu estou aqui alterando algumas coisas. A protagonista tem 18 então não venham encher o saco. Espero que goste.
Eu daria aula numa escola nova em Chicago, sem muita formalidade, grandiosidade ou luxuosidade. Eu gostava do que fazia, apesar de ser um trabalho muito difícil de lidar, a mim é prazeroso dar aula. Assim como costumo gorjear que sou um bom profissional, daqueles que te fazem sentir falto para o resto da vida. Desde certo ponto de minha juventude, eu ei de persistir a mim mesmo que eu teria de seguir uma carreira que não me fizesse feliz e, sim que me fizesse por completo.
Pois, imprudentemente, minha vida foi construída com vários destinos. Iludidos e sem nexo. Fez-me ver que a vida era uma aula, onde se aprende e despreza os ensinos precisos e tediosos. Eu precisava mudar esta visão, por isso implantei meu pé ponte agudo numa sala, a fim de estudar o comportamento de jovens, que por vez, são completamente diferentes do que fui à minha época.
Meus pais, sempre tão astutos, quiseram que fizesse advocacia, engenharia, medicina ou coisa do tipo, mas para suas infelicidades eu me tornei um professor de ciência e biologia. E muito feliz, estou neste cargo há nove anos, ainda com 19 anos eu comecei a estagiar com fundamentais, hoje com 28, já dou aula fixa em ensinos médios.
Atualmente eu levanto meu corpo da cama quente logo após meu celular tocar. Vagarosamente, espreguiço-me e olho o relógio. São seis e cinquenta.
Ultimamente tenho acordado um pouco atrasado.
Vou ao banheiro, começo a higiene matinal, me visto com as roupas simples. Arrumo meus livros e papeladas que eu havia deixado em cima da mesa noite passada, ponho-as na mochila. Tomo o café e pão de cada dia, enfim. Entro no carro e lá vamos nós ao colégio Weschartin.
A enorme escola que mais aparentava ser um museu, já estava cheia de estudantes indo pra lá e para cá. A típica escola juvenil repleta de adolescentes querendo ser adolescentes.
Onde estudava na minha época, aos 15 anos, tínhamos uma quadra esportiva logo na estrada da escola. Então, para adentrarmos o pátio principal, tínhamos que passar pela quadra. Meus amigos sempre traziam uma bola de basquete ou futebol para jogarmos antes de entrarmos oficialmente. Eram ótimos tempos. Em pensar que eu odiava a escola e hoje, adoraria voltar àquela época.
Estaciono meu carro no estacionamento (sério?) e pego minha mochila que eu havia jogado no banco ao lado. Numa mão, alguns livros e na outra meu apagador que ultimamente costumo levar sempre. Gosto de enfatizar que nele tinham inúmeras assinaturas de meus alunos passados. Todos com caneta ortográfica vermelha.
O estacionamento era amplo e não se dividia veículos de alunos e professores (e até mesmo ônibus não existia naquele colégio). O ônibus talvez esteja em falta, pela maior parte dos estudantes morarem em regiões próximas ─ ditas pelo tamanho territorial da cidade ser pequena, ─, mas e aos que moram longe?
Passo por um trio de garotas que conversavam alegremente. Uma dos cabelos curtos e cacheados. As outras ambas loiras amarrando-se o cabelo ao coque. Por elas passei analisando descaradamente seus corpos; as mesmas inclinaram mediocremente o olhar a mim.
Passo pelas meninas e dou-lhes um sorriso maroto (tento fazer meu melhor sorriso, juro!) e logo atrás escuto risadinhas abafadas.
Entro em minha sala nova, havia quatro ou três alunos conversando. Ponho minhas coisas na mesa e aguardo o sinal bater para o resto dos alunos entrarem. Era minha sala fixa do primeiro ano do ensino médio, e já sei como lidar com alunos folgados que queiram ser velhos sendo que não tiveram um pelo se quer no peito. Isso seria engraçado, além do mais, haveria as jovens alunas vindas para cima de mim... Teria de suportar suas conversas pelo resto do ano.
O sinal bate e aos poucos vão entrando alunos e mais alunos. Daqui a pouco escuto apenas conversas aparentadas como gritos e barulhos de carteiras sendo arrastados, todos na maior algazarra como se eu não estivesse ali.
─SILÊNCIO! ─ grito, ─ ISSO ESTÁ PARECENDO UM PUTEIRO. ─ Uma aluna ri de minhas falas, ─ Do que está rindo?
─Nada, é que não é normal um professor usar esse tipo de vocabulário. ─ ela fala pondo o cabelo para o lado.
─É? ─ digo me aproximando de sua carteira, ─ Mas eu não sou um professor. Eu sou "O Professor".
Deixo-lhe um pequeno sorriso e continuo a permanecer em pé afrente da lousa. Depois disso todos fazem silêncio. Já posso começar a aula normalmente.
─Muito bem, assim está melhor! Bom, eu sou o professor de biologia de vocês este ano e espero não ter problemas com alunos assanhados ou folgados. ─ ironizo, ─ Me chamo Louis para quem quer saber, e prefiro que me chamem por Sr. Tomlinson... Para vocês saberem.
─Não queremos! ─ um moleque alto com um casaco esportivo fala lá do fundo. Ele tinha suas mãos apoiadas na bochecha de modo a descansar o rosto.
─Eu não perguntei, e sim afirmei. ─ Digo e todos pigarreiam a ele, ─ Como um bom professor, gostaria de conhecer o nome de cada um de vocês. E não se precipite eu memória fotográfica.
─Falou, ─ O mesmo menino com casaco esportivo fala levantando-se alegremente, ─ Bom dia classe, me chamo Marcus, tenho 16 anos e sou alérgico a gatos. Meus Hobbies são: jogar futebol, beijar na boca e ser vida louca.
─Isto tirou alguns risos da classe, até mesmo de mim. Em fração de segundo alguém bate na porta. Ordenei que Marcus, cujo dito, sentasse-se. Caminho até a porta e abro-a.
─No que posso aju... ─ Mal termino de falar e uma voz feminina interrompe-me.
─Perdão professor, eu me atrasei! ─ Olho para o rosto da cidadã. Era uma menina de cabelos castanhos, cor natural nada pálida. Usava óculos e tentava ao máximo escondê-lo aos cabelos. Era baseada numa estrutura belíssima de jovem. Mas eu não conseguia vê-la por inteira, parecia tímida.
─ Ergh... Pode entrar ─ Dei espaço para que ela passasse e senta-se na segunda carteira com a cabeça baixa. ─ Onde estávamos?
─ Na parte que Marcus dizia que gostava de agasalhava croquete! ─ alguém grita, não sei quem.
─Sim.. ergh... Já que nossa belíssima aluna interrompeu-nos, ─ dizia apontando gentilmente a ''moça'' que acabara chegando atrasada, ─ comêssemos por ela, sim?! Diga seu nome, moça.
─ Anny. Anny Willians ─ ela sorri tímida.
─ Lindo nome. Inclusive, meu sobrenome é William. ─ sorrio de volta.
Seu rosto não se dava para ver perfeitamente, mas seu corpo era sim visível. Não diria que tinha um corpo exagerado assim como as meninas que vi no estacionamento; era de estrutura magra.
"Anny era como uma boneca, magrinha a meu ver. Aderiu a ter Thinspo perfeitamente dóceis, Collar Bones e cintura de 66cm com poucos seios. Amava vê-la de cabelos presos, pois destacava-se seu longo pescoço curvado."
Vestia o azulado uniforme da escola: A saia preta com a meia até os joelhos, de onde se via o desdenhar de suas pernas. O moletom azul escuro o brasão escolar de um par de sabias segurando em seus bicos alecrins e por baixo a camiseta branca social desabotoada. A roupa estava amassada e desajeitada, com certeza tivera pressa de vestir-se. Ela abriu sua mochila e pegou seu material...
─ Hei, Professor! ─ Alguém acordou de meus devaneios.
─Hum, que foi? ─ êxito procurando o ser que me chamava.
─ Então, essa aula continua ou tá difícil?
─ Oh, sim! Ergh... Prosseguindo. Digam seus nomes ─ Falo apontando para a fileira do canto direito.
Já havia dado umas três aulas com turmas diferentes até que o sinal para o intervalo bate. Eu tinha perdido Anny de vista desde então. Sempre fui muito concentrado, mas como dito, tenho memória fotográfica. Isso realça a capacidade de minha cabeça voltar sempre a Anny. Sua beleza externa é claro, porém, gostaria muito de vasculhar sua verdadeira beleza, que como dizem, são as que não conseguimos ver a olho nu.
Eu estava agoniado, parecia que já estava submisso. Isso era clichê pacas! Eu queria olhar para sua imagem só mais uma vez ou eu ficaria louco. Eu sei que parecia meio doentio, mais eu queria apenas olhá-la, nem que fosse apenas para apreciar seu comportamento de novo.
Idiota, não?! Eu sei, mas sinceramente quando se vê pela primeira vez uma pessoa, que no qual achara belíssima, não dá aquela vontade de vê-la novamente? Por Deus, sejamos mais específicos.
Saí para o refeitório e sentei-me à mesa dos professores. Onde, claro, todos os professores se reunião para comer e conversar. Eu era novo ali, por isso não tive muito com o que puxar conversa. A comida era uma delicia diferente do que todos dizem que o alimento escolar é uma porcaria. Preferem então comer caviar e champanhe? Pois bem.
─Pois, então, ─ Começou um homem que deduzi ser o professor de Educação Física por seu porte alto e roupa esportiva, ─ Quer dizer que você é o novo professor aqui, certo? De onde veio Sr. Tomlinson?
─Vim da escola publica no Texas Hign School. ─ Respondi dando um gole de suco.
─Oh, sim! Tive um colega que deu aulas lá... Veio de longe. ─ ele riu, ─ Olhe minha educação, sou o professor de Educação Física, Joseph! Mas pode me chamar de Joe.
─Muito prazer, Joe! ─ sorri ao fim da frese, ─ Aliais muito prazer a todos.
─ Como são suas aulas, Louis? ─ interrompeu uma mulher de belíssima aparência, deda-se como professora de artes. A olhei sério, pois geralmente um professor se refere a outro como Sr, certo?! ─ Ouvi dizer que dá-se muito bem com os alunos.
─ Sim, eu tento recuperar a insanidade deles e tento me enturmar para a aula não sair chata e sim instrutiva. Uma coisa eu costumo sempre levar comigo é que, não importa o quando você tente você nunca vai conseguir chamar a atenção de aluno intensivamente. Ele sempre vai estar entediado. ─ falo percebendo sua pose provocante.
─ Está querendo nos dizer que nossa maneira de ensinar é feita de forma errada? Pois, a meu ver, meus alunos tiram boas notas, isso prova que estão aprendendo.
─ Mas não interessados. ─ digo sarcástico rapidamente, ─ As escolas públicas, tanto como particulares, querem fazer o possível para obrigar o aluno a aprender. O problema é que enxergam o ensino escolar como sistema ideológico restrito: não importa se o aluno está ou não aprendendo, não importa se ele tem ou não dificuldade, e não importa se ele está ou não interessado. Ele só tem duas escolhas: aprender ou Aprender. Temos que falar a língua do aluno às vezes, temos que quebrar as regras junto com eles às vezes, temos que ser jovens às vezes. É única maneira de estarem prendados, não por obrigação da escola e sim por vontade própria. E principalmente desenvolver a inteligência de cada como individuo, afinal, assim como disse um grande homem “Não podemos culpar um peixe por não conseguir subir uma arvore”.
Todos na mesa me encararam em silêncio. Alguns elogiaram minhas palavras, outros nem tanto.
─ Ouvi alunas do Nono ano comentarem sobre o "Novo professor Gato". ─ Ironizou uma robusta professora, ─ Sempre fez sucesso com as alunas, Sr. Tomlinson?
─ Bom, é meio difícil de responder essa pergunta. Eu sempre evitei contato pessoal com alunos, então fica tudo nos comentários e olhares, não posso dar liberdade, afinal ─ Falei encarando cada um.
Logo uma aluna se aproxima da professora de filosofia. Não a olhei e nem me importei para a jovem, pois não queria intrometer-me na conversa. Até ouvir a doce voz de alguém que eu esperava ver. Anny!
─Com licença professora, Upjohn, ─ ela começou com a bandeja nas mãos, minha cabeça virou-lhe rapidamente, ─ Eu gostaria que a senhora me deixasse apresentar o trabalho sobre Ética antes do combinado.
─ E por qual motivo Anny? ─ a professora falou sem a menor preocupação. Apenas eu olhava para Anny.
─ Bom, segunda -feira, que será o dia da apresentação, eu terei uma consulta marcada... ─ ela disse com a típica cabeça baixa.
─ Oh, sim, sem problemas!
─ Obrigada! ─ ela curvou-se educadamente a professora, e com o olhar aleatório nossas visões cruzaram-se. Era a primeira vez que pude ver a cor de seus olhos. Negros ou castanhos escuros... Não sei descrever essa cor maravilhosa que presenciei.
Sorri para ela na esperança de receber um de volta, mas o que recebi, foram bochechas vermelhas, a timidez voltar e sua cabeça abaixar. Ela saiu de nossa frente se pondo na mesa de um grupo de jovens que comiam sem se importar com a sua presença. Droga! Eu poderia ter evitado o sorriso. Geralmente minha maneira de demonstrar gratidão e educação, são sorrisos obscenos. Não que eu queira talvez esta seja o perfil fixo e pervertido.
Olha só o que penso. Quando não se tem nada a fazer da vida, pensa besteira.
─Ela sempre foi tímida e formal assim? ─ pergunto para qualquer um que quiser responder.
─Sim, uma ótima aluna! ─ uma das professoras responde, ─ Mas sempre teve problemas e saúde, atrasos e faltas. Ela foi retida pela quantidade de faltas por três anos e um se afastou da escola, retornou este ano.
─ Apesar de repetente, ela é a melhor aluna da classe. Ganhou muitos campeonatos de matemática e literatura. ─ Sr. Joseph comenta.
─Entendo. ─ Ainda olhando para ela, eu passo a comer distraidamente. Presto sempre atenção ao seu jeito de comportar-se.
Enquanto ela comia vagarosamente, acariciava seu calcanhar como o outro. Estranhamente me senti estranho com aquela simples cena... DROGA, O QUE EU TÔ DIZENDO? Já estou exagerando com isso. Essa menina vai acabar me deixando louco, eu preciso parar de olha-la antes que traga olhares estranhos.
─ Você tem um sotaque diferente, Sr. Tomlinson. ─ Joseph novamente alarmou.
─ É porque sou de Doncaster.
─ Oh! Um inglês legítimo entre nós. ─ Uma professora alegrou-se, deduzi ser a de britânico.
E mais uma vez me pego olhando para Anny, que dessa vez levantava-se para jogar a bandeja. Achei estranho, pois não a vi comer quase nada. Explicado sua magreza. Não podia perdê-la de vista dessa vez.
─ Se me deem licença, senhores e senhoras, eu estou a me retirar! ─ falo pegando minhas coisas e seguindo Anny.
Ela vai até a área de despejamento de louças suja, põe a bandeja na janelinha (que nunca me recordo o nome), e se vira dando de cara comigo. Seu busto topasse com o meu e eu sincronizei a derramar toda a comida no chão.
─ Ai, meu Deus, professor! ─ ela diz se abaixando para pegar a bandeja, ─ Me desculpe!
─ Não, deixe-me pegar. ─ fico agachado na mesma altura para pegar os talheres, levanto-me ela sem graça com a situação se retira dizendo "Com licença". Abri a boca para poder a impedir de ir, mas desisti disso, pois seria inevitável.
Mas uma vez perdendo-a de vista. Ela não tem culpa de me provocar, mas de todas as maneiras em um simples gesto ela causa isso. Eu preciso parar com isso, eu não posso simplesmente Desejar tanto uma de minhas alunas. Posso? É claro que posso... Ou não?!
Deus ajude-me!


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